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Humanismo Laico

Humanismo Laico

O Humanismo Secular também conhecido por Humanismo Laico é um termo que tem sido usado nos últimos trinta anos para descrever uma visão de mundo com os seguintes elementos e princípios:
- Convicção de que dogmas, ideologias e tradições, religiosas, políticas ou sociais, devem ser avaliados e testados por cada individuo em vez de simplesmente aceites por uma questão de .
- Compromisso com o uso da razão crítica, evidência factual, e método científico de pesquisa, em lugar da fé e misticismo, na busca de soluções para os problemas humanos e respostas para as questões humanas mais importantes.
- Preocupação primeira com a satisfação, desenvolvimento e criatividade tanto para o indivíduo quanto para a humanidade em geral.
- Busca constante pela verdade objectiva, com o entendimento que nossa percepção imperfeita dessa verdade é constantemente alterada por novos conhecimentos e experiências.
- Preocupação com a vida presente e um compromisso de dotá-la de sentido através de um melhor conhecimento de nós mesmos, nossa história, nossas conquistas intelectuais e artísticas, e as perspectivas daqueles que diferem de nós.
- Busca por princípios viáveis de conduta ética (tanto individuais quanto sociais e políticos), julgando-os por sua capacidade de melhorar o bem-estar humano e a responsabilidade individual.
- Convicção de que com a razão, um mercado aberto de ideias, boa vontade, e tolerância, poder-se-á progredir na construção de um mundo melhor para todos nós.

Como os Humanistas Seculares vêem as alegações religiosas e sobrenaturais

Os Humanistas Seculares seguem uma perspectiva ou filosofia chamada de Naturalismo, na qual as leis físicas do universo não são subordinadas a entidades imateriais ou sobrenaturais como demônios, deuses, ou outros seres "espirituais" fora do domínio do universo natural. Eventos sobrenaturais como milagres (que contradizem as leis físicas) e fenómenos psíquicos, como percepção extra-sensorial, telepatia, etc., não são descartados automaticamente, mas são vistos com um alto grau de cepticismo.

Os Humanistas Seculares são Ateus?

Os Humanistas Seculares tipicamente descrevem-se como ateus (sem crença em um deus e bastante cépticos quanto à possibilidade de haver um) ou agnósticos (sem crença em um deus e em dúvida quanto à possibilidade). Os Humanistas Seculares têm origens filosóficas e religiosas bastante diversas, desde o fundamentalismo cristão até sistemas de crenças liberais e o ateísmo de nascença. Alguns alcançaram conforto em uma posição humanista secular após um período de deísmo. Deístas são aqueles que expressam um sentimento vago ou místico de que uma inteligência criativa pode estar, ou em algum momento esteve, conectada ao universo ou envolvida com a sua criação, mas que é agora não-existente ou não está ocupada com o seu funcionamento. Os Humanistas Seculares não dependem de deuses ou outras forças sobrenaturais para resolver seus problemas ou oferecer orientação para suas condutas. Em vez disso, dependem da aplicação da razão, das lições da história, e experiência pessoal para formar um fundamento moral e ético e para criar sentido na vida. Humanistas Seculares vêem a metodologia da ciência como a mais confiável fonte de informação sobre o que é factual ou verdadeiro sobre o universo que todos partilhamos, reconhecendo que novas descobertas sempre estarão alterando e expandindo nossa compreensão deste, e possivelmente mudarão também nossa abordagem de assuntos éticos.

Origem do Humanismo Secular

O Humanismo Secular enquanto um sistema filosófico organizado é relativamente novo, mas os seus fundamentos podem ser encontrados nas ideias de filósofos gregos clássicos como os Estóicos e Epicurianos, bem como no Confucionismo Chinês. Estas posições filosóficas buscavam as soluções de problemas humanos em seres humanos em vez de deuses. Durante a Idade das Trevas da Europa Ocidental, as filosofias humanistas foram suprimidas pelo poder político da igreja. Aqueles que ousavam expressar opiniões em oposição aos dogmas religiosos dominantes eram banidos, torturados ou executados. Foi apenas na Renascença dos séculos XIV a XVII, com o desenvolvimento da Arte, Música, Literatura, Filosofia e as grandes navegações, que a consideração à alternativa humanista a uma existência centrada em Deus passou a ser permitida. Durante o Iluminismo do século XVIII, com o desenvolvimento da ciência, os filósofos finalmente começaram a criticar abertamente a autoridade da igreja e a envolver-se no que se tornou conhecido como "Livre-Pensamento". O movimento Livre-Pensador do XIX na América do Norte e Europa Ocidental finalmente tornou possível para o cidadão comum a rejeição da fé cega e superstição sem o risco de perseguição. A influência da ciência e tecnologia, conjuntamente com os desafios à ortodoxia religiosa por célebres livre-pensadores como Mark Twain e Robert G. Ingersoll trouxeram elementos da filosofia humanista até mesmo para igrejas cristãs tradicionais, que se tornaram mais preocupadas com este mundo, e menos com o próximo. No século XX cientistas, filósofos e teólogos progressistas começaram a organizar-se num esforço para promover a alternativa humanista às tradicionais perspectivas baseadas na fé. Esses primeiros organizadores classificaram o humanismo como uma religião não teísta que preencheria a necessidade humana de um sistema ético e filosófico organizado para orientar as nossas vidas, uma "espiritualidade" sem o sobrenatural. Nos últimos trinta anos, aqueles que rejeitam o sobrenaturalismo enquanto opção filosófica viável adoptaram o termo "Humanismo Secular" para descrever sua postura de vida não religiosa. Os seus críticos frequentemente tentam classificar o Humanismo Secular como uma religião. No entanto, o Humanismo Secular carece das características essenciais de uma religião, inclusivamente a crença em uma divindade e uma ordem transcendente que a acompanha. Os humanistas seculares mantêm que assuntos referentes a ética, conduta social e legal adequadas, e metodologia da ciência são filosóficos e não pertencem ao domínio da religião, que lida com o sobrenatural, místico e transcendente. O Humanismo Secular, consequentemente, é uma filosofia e perspectiva que se concentra nos assuntos humanos e emprega métodos racionais e científicos para lidar com a larga variedade de assuntos importantes para todos nós. Ao mesmo tempo que o Humanismo Secular é adverso aos sistemas religiosos baseados em fé em muitos pontos, ele se dedica ao desenvolvimento do indivíduo e da humanidade em geral. Para alcançar esta meta, o Humanismo Secular encoraja a dedicação a um conjunto de princípios que promovem o desenvolvimento da tolerância e compaixão e uma compreensão dos métodos da ciência, análise crítica, e reflexão filosófica.

Referências

Páginas externas


- [http://www.iheu.org/ IHEU - International Humanist and Ethical Union]
- [http://portugal.humanists.net/ Humanismo Secular Portugal]
- [http://www.secularhumanism.org/ Council for Secular Humanism]
- [http://www.infidels.org/library/modern/nontheism/secularhumanism/ Secular Humanism] categoria:racionalismo ja:人文主義者

Humanismo

O humanismo é uma designação que assume segundo o biógrafo de Calvino, Bernard Cottret, o seu actual significado apenas em 1877. Significa segundo este autor o interesse dos sábios do Renascimento pelos textos da antiguidade clássica (em Latim e Grego) em detrimento da escolástica medieval. Autores clássicos como Cícero ou Séneca voltam a ser lidos com um interesse acrescido na Europa do século 16. Humanistas famosos são entre outros Erasmo de Roterdão, François Rabelais e João Calvino. Os académicos Andrea Alciati (italiano) e Gräzist Wolmar (alemão), a cujas aulas Calvino assistiu em Bourges são também figuras demonstrativas, se bem que num plano menor, do espírito humanista em voga no século XVI.


- [http://www.profabeatriz.hpg.ig.com.br/literatura/humanismo.htm Humanismo em Pt] categoria:Filosofia ja:人文主義者

Dogma

No Catolicismo, o dogma é uma verdade revelada por Deus. Com isto o Dogma é imutável e definitivo(não pode ser revogado). Para um ensinamento da Igreja seja considerado um dogma é necessário duas condições: 1- O Sentido deve estar suficientemente manifestado
2- Esta doutrina deve ser proposta pela Igreja como revelada. A Igreja Católica proclama a Existencia de 43 Dogmas: 1- A Existencia de Deus "idéia de Deus não é inata em nós, mas temos a capacidade para conhece-Lo com facilidade, e de certo modo espontaneamente por meio de Sua obra" 2- A Existencia de Deus como Objeto de Fé "A existência de Deus não apenas é objeto do conhecimento da razão natural, mas também é objeto da fé sobrenatural " 3- A Unididade de Deus "Não existe mais que um único Deus " 4- Deus é Eterno "Deus não tem princípio nem fim" 5- Santíssima Trindade "Em Deus há três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo; e cada uma delas possui a essência divina que é numericamente a mesma " 6- Jesus Cristo é verdadeiro Deus e filho de Deuso por essência "O dogma diz que Jesus Cristo possui a infinita natureza divina com todas suas infinitas perfeições, por haver sido engendrado eternamente por Deus." 7- Jesus possui duas naturezas que não se transformam nem se misturam "Cristo é possuidor de uma íntegra natureza divina e de uma íntegra natureza humana: a prova está nos milagres e no padecimento" 8- Cada uma das naturezas em Cristo possui uma própria vontade física e uma própria operação física "existem também duas vontades físicas e duas operações físicas de modo indivisível, de modo que não seja conversível, de modo inseparável e de modo não confuso" 9- Jesus Cristo, ainda que homem, é Filho natural de Deus "O Pai celestial quando chegou a plenitude, enviou aos homens seu Filho, Jesus Cristo" 10- Cristo imolou-se a asi mesmo na cruz como verdadeiro e próprio sacrifício "Cristo, por sua natureza humana, era ao mesmo tempo sacerdote e oferenda, mas por sua natureza Divina, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, era o que recebia o sacrifício." 11- Cristo nos resgatou e reconciliou com Deus por meio do sacrifício de sua morte na cruz "Jesus Cristo quis oferecer-se a si mesmo a Deus Pai, como sacrifício apresentado sobre a ara da cruz em sua morte, para conseguir para eles o eterno perdão" 12- Ao terceiro dia depos de sua morte, Cristo ressuscitou glorioso dentre os mortos "ao terceiro dia, ressuscitado por sua própria virtude, se levantou do sepulcro" 13- Cristo subiu em corpo e alma aos céus e está sentado à direnta de Deus Pai "ressuscitou dentre os mortos e subiu ao céu em Corpo e Alma" 14- Tudo o que existe foi criado por Deus a partir do Nada " criação do mundo do nada, não apenas é uma verdade fundamental da revelação cristã, mas também que ao mesmo tempo chega a alcançá-la a razão com apenas suas forças naturais, baseando-se nos argumentos cosmológicos e sobretudo na argumento da contingência." 15- Caráter temporal do mundo "O mundo teve princípio no tempo " 16- Conservação do mundo "Deus conserva na existência a todas as coisas criadas " 17- O homem é formado por corpo material e alma espiritual "a humana como comum constituída de corpo e alma" 18- O pecado de Adão se propaga a todos seus descendentes por geração, não por imitação " Pecado, que é morte da alma, se propaga de Adão a todos seus descendentes por geração e não por imitação, e que é inerente a cada indivíduo" 19- O homem caído não pode redimir-se a si próprio "Somente um ato livre por parte do amor divino poderia restaurar a ordem sobrenatural, destruída pelo pecado" 20- A Imaculada Conceição de Maria " a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, foi por singular graça e privilégio de Deus onipotente em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador do gênero humano, preservada imune de toda mancha de culpa original" 21- Maria, Mãe de Deus "Maria gerara a Cristo segundo a natureza humana, mas quem dela nasce, ou seja, o sujeito nascido, não tem uma natureza humana, mas sim o suposto divino que a sustenta, ou seja, o Verbo. Daí que o Filho de Maria é propriamente o Verbo que subsiste na natureza humana; então Maria é verdadeira Mãe de Deus, posto que o Verbo é Deus. Cristo: Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem" 22- A Assunção de Maria "A Virgem Maria foi assumpta ao céu imediatamente depois que acabou sua vida terrena; seu Corpo não sofreu nenhuma corrupção como sucederá com todos os homens que ressuscitarão até o final dos tempos, passando pela descomposição. " 23- A Igreja foi fundada pelo Deus e Homem, Jesus cristo "Cristo fundou a Igreja, que Ele estabeleceu os fundamentos substanciais da mesma, no tocante a doutrina, culto e constituição" 24- Cristo constituiu o Apóstulo São Pedro como primeiro entre os Apóstolos e como cabeça visível de toda Igreja, conferindo-lhe imediata e pessoalmente o primado da jurisdição "o Pontífice Romano é o sucessor do bem-aventurado Pedro e tem o primado sobre todo rebanho" 25- O Papa possui o pleno e supremo poder de jurisdição sobre toda Igreja, não somente em coisas de fé e costumes, mas também na disciplina e governo da Igreja "Conforme esta declaração, o poder do Papa é: de jurisdição, universal, supremo, pleno, ordinário, episcopal, imediato" 26- O Papa é infalível sempre que se pronuncia ex catedra "Para compreender este dogma, convém ter na lembrança: Sujeito da infalibilidade é todo o Papa legítimo, em sua qualidade de sucessor de Pedro e não outras pessoas ou organismos (ex.: congregações pontificais) a quem o Papa confere parte de sua autoridade magistral. Objeto da infalibilidade são as verdades de fé e costumes, reveladas ou em íntima conexão com a revelação divina. Condição da infalibilidade é que o Papa fale ex catedra: Que fale como pastor e mestre de todos os fiéis fazendo uso de sua suprema autoridade. Que tenha a intenção de definir alguma doutrina de fé ou costume para que seja acreditada por todos os fiéis. As encíclicas pontificais não são definições ex catedra. Razão da infalibilidade é a assistência sobrenatural do Espírito Santo, que preserva o supremo mestre da Igreja de todo erro. Conseqüência da infalibilidade é que a definição ex catedra dos Papas sejam por si mesmas irreformáveis, sem a intervenção ulterior de qualquer autoridade." 27- A Igreja é infalível quando faz definição em matéria de fé e costumes "Estão sujeitos à infalibilidade: 1-O Papa, quando fala ex catedra. 2-O episcopado pleno, com o Papa cabeça do episcopado, é infalível quando reunido em concílio universal ou disperso pelo rebanho da terra, ensina e promove uma verdade de fé ou de costumes para que todos os fiéis a sustentem" 28- O Batismo é verdadeiro Sacramento instituído por Jesus Cristo "foi dado todo poder no céu e na terra; ide então e ensinai todas as pessoas, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" 29- A Confirmação é verdadeiro e próprio Sacramento "Este Sacramento concede aos batizados a fortaleza do Espírito Santo para que se consolidem interiormente em sua vida sobrenatural e confessem exteriormente com valentia sua fé em Jesus Cristo." 30- A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo "foi comunicada aos Apóstolos e a seus legítimos sucessores o poder de perdoar e de reter os pecados para reconciliar aos fiéis caídos depois do Batismo" 31- A Confissão Sacramental dos pecados está prescrita por Direito Divino e é necessária para a salvação "basta indicar a culpa da consciência apenas aos sacerdotes mediante confissão secreta" 32- A Eucaristia é verdadeiro Sacramento instituído por Cristo "Aquele que come Minha Carne e bebe Meu Sangue tem a vida eterna" 33- Cristo está presente no sacramento do altar pela Transubstanciação de toda a substância do pão em seu corpo e toda substância do vinho em seu sangue "Transubstanciação" é uma conversão no sentido passivo; é o trânsito de uma coisa a outra. Cessam as substâncias de Pão e Vinho, pois sucedem em seus lugares o Corpo e o Sangue de Cristo. A Transubstanciação é uma conversão milagrosa e singular diferente das conversões naturais, porque não apenas a matéria como também a forma do pão e do vinho são convertidas; apenas os acidentes permanecem sem mudar: continuamos vendo o pão e o vinho, mas substancialmente já não o são, porque neles está realmente o Corpo, o Sangue, Alma e Divindade de Cristo." 34- A Unção dos enfermos é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo "Existe algum enfermo entre nós? Façamos a unção do mesmo em nome do Senhor" 35- A Ordem é verdadeiro e próprio Sacramento instituído por Cristo "existe uma hierarquia instituída por ordenação Divina, que consta de Bispos, Presbíteros e Ministros" 36- O matrimônio é verdadeiro e próprio Sacramento "Cristo restaurou o matrimônio instituído e bendito por Deus, fazendo que recobrasse seu primitivo ideal da unidade e indissolubilidade e elevando-o a dignidade de Sacramento." 37- A Morte e sua origem " morte, na atual ordem de salvação, é conseqüência primitiva do pecado" 38- O Céu (Paraíso) "As almas dos justos que no instante da morte se acham livres de toda culpa e pena de pecado entram no céu" 39- O Inferno "As almas dos que morrem em estado de pecado mortal vão ao inferno" 40- O Purgatório "As almas dos justos que no instante da morte estão agravadas por pecados veniais ou por penas temporais devidas pelo pecado vão ao purgatório. O purgatório é estado de purificação" 41- O Fim do mundo e a Segunda Vinda de Cristo "No fim do mundo, Cristo, rodeado de majestade, virá de novo para julgar os homens" 42- A Ressurreição dos Mortos no Último Dia "Aos que crêem em Jesus e comem de Seu corpo e bebem de Seu sangue, Ele lhes promete a ressurreição" 43- O Juízo Universal "Cristo, depois de seu retorno, julgará a todos os homens." Categoria:Filosofia da religião Categoria:Conceitos religiosos ja:教義

Ideologia

Ideologia é um conjunto de idéias, pensamentos, doutrinas e visões-de-mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas.

Ideologia e Discurso

O discurso tem uma dimensão ideológica que relaciona as marcas deixadas no texto com as suas condições de produção, e que se insere na formação ideológica . A dimensão ideológica do discurso pode tanto transformar quanto reproduzir as relações de dominação. Para Marx, essa dominação se dá pelas relações de produção que se estabelecem e as classes que estas criam numa sociedade. Por isso, a ideologia cria uma “falsa consciência” sobre a realidade que visa a reforçar e perpetuar essa dominação. Já para Gramsci, a ideologia não é enganosa ou negativa em si, constituindo qualquer ideário de um grupo de indivíduos. Mas, para Althusser, que recupera a ótica marxista, a ideologia é materializada nas práticas das instituições — e o discurso, como prática social, seria então “ideologia materializada”. Categoria:Sociologia ja:イデオロギー

Religião

Religião é um termo que nasceu com a língua latina, podendo ter três interpretações diferentes:
- "re-legio" = "re-ler", um significado atribuído por Cícero para descrever a repetição de escrituras.
- "re-ligio" = "re-ligar", o que poderia significar a tentativa humana de "religar-se": a suas origens, a seu(s) criador(es), a seu passado.
- "re-ligio" = "re-atar", (no sentido de "prender", não de "conectar"), significando uma restrição de possibilidades. Independente da origem, o termo é adotado para designar qualquer conjunto de crenças e valores que compõem a de determinada pessoa ou conjunto de pessoas. Cada religião inspira certas normas e motiva certas práticas. A idéia de religião em geral contempla a existência de seres superiores que teriam influência ou poder de determinação no destino humano. Esses seres são principalmente deuses, que ficam no topo de um sistema que pode incluir várias categorias: anjos, demônios, elementais, semi-deuses, etc. Outras definições mais amplas de religião dispensam a idéia de divindades e focalizam os papéis de desenvolvimento de valores morais, códigos de conduta e senso cooperativo em uma comunidade. Ateísmo é a negação da existência de qualquer tipo de deus e da veracidade de qualquer religião teísta. Agnosticismo é a dúvida sobre a existência de deus e sobre a veracidade de qualquer religião teísta, por falta de provas favoráveis ou contrárias. Algumas religiões não consideram deidades, e podem ser consideradas como ateístas (apesar do ateísmo não ser uma religião, ele pode ser uma característica de uma religião). É o caso do Budismo, do Confucionismo e do Taoísmo. Recentemente surgiram movimentos especificamente voltados para uma prática religiosa (ou similar) da parte de deístas, agnósticos e ateus - como exemplo podem ser citados o Humanismo Laico e o Unitário-Universalismo. As religiões que afirmam a existência de deuses podem ser classificadas em dois tipos: monoteísta ou politeísta. As religiões monoteístas (monoteísmo) admitem somente a existência de um único deus, um ser supremo. As religiões politeístas (politeísmo) admitem a existência de mais de um deus. Atualmente, as religiões monoteístas são dominantes no mundo: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo juntos agregam mais da metade dos seres humanos. A Fé Bahá'í é a mais jovem das religiões monoteístas. A religião politeísta mais importante hoje é o Hinduísmo.

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- Protestantes por país
- Reforma Protestante
- Sincretismo
- Teísmo
- Templo
- Unitário-Universalismo
- Teologia categoria:religião ja:宗教 ko:종교 ms:Agama simple:Religion th:ศาสนา

"Fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem". Definição encontrada na Bíblia na carta do Apóstolo Paulo aos Hebreus, capítulo 11, versículo 1. ---- A melhor maneira de começar, antes de entrar nas subjetivas associações humanas com a palavra, tão carregada de significado, vamos rever o conceito simples em um dicionário do verbete : "acreditar sem evidência." A palavra fé tem vários usos; seu maior significado é equivalente a "acreditar" e "confiar". Assim, podemos ter fé tanto em uma pessoa (ou até mesmo em um objeto inanimado ou ideologia) ou em um credo (base de propostas/dogmas de uma dada religião). Em contextos religiosos, "fé" tem muitos sentidos diferentes. Às vezes quer dizer lealdade à determinada religião. Nesse sentido, podemos, por exemplo, falar da "fé católica" ou da "fé islâmica". Para religiões que se baseiam em credos, a fé também quer dizer que alguém aceita as visões dessa religião como verdadeiras. Para religiões que não se baseiam em credos, por outro lado, fé muitas vezes significa que alguém é leal para com uma determinada comunidade religiosa. Algumas vezes, fé significa compromisso em uma relação com Deus. Nesse caso, fé é usada no sentido de fidelidade. Tal compromisso não precisa ser cego ou submisso. Para muitos judeus, por exemplo, o Talmud mostra um compromisso cauteloso entre Deus e os Filhos de Israel. Para muitas pessoas, fé, ou falta de fé, é uma parte importante das suas identidades. Por exemplo, uma pessoa pode identificar-se como um muçulmano ou um cético. Muitos religiosos racionalistas, assim como pessoas não-religiosas, criticam a fé, apontando-a como irracional. Nesse ponto de vista, o credo deve ser restrito ao que é diretamente demonstrado por lógica ou evidência. Algumas vezes, fé significa acreditar na existência de Deus. Muitos Hindus, Judeus, Cristãos e Muçulmanos alegam existir evidência histórica da existência de Deus e sua interação com seres humanos. (Não existem evidências históricas que tenham convencido toda a comunidade de historiadores e especialistas). Assim, não há necessidade de "fé" em Deus no sentido de crer, contra ou a despeito das evidências; eles alegam que as evidências são suficientes para demonstrar que Deus certamente existe, e que credos particulares, sobre quem ou o quê Deus é e por que deve-se acreditar Nele, são justificados pela ciência ou pela lógica. Para pessoas nesta categoria, "Fé em Deus" simplesmente significa "crença de alguém em Deus". É logicamente impossível que todas estas diferentes religiões, com suas mutuamente contraditórias crenças possam ser simultaneamente verdadeiras.

Bíblia Hebraica

Na Bíblia Hebraica a palavra Hebraica emet ("fé") não significa uma crença dogmática. Ao invés disso, tem uma conotação de (a) fidelidade (da forma passiva "ne'eman" = "de confiança" ou "confiável") ou (b) confiança em Deus e na palavra de Deus. A Bíblia hebraica também apresenta uma relação entre Deus e os filhos de Israel como um compromisso contencioso. Por exemplo, Abraão argumenta que Deus não deve destruir Sodoma e Gomorra, e Moisés lamenta-se por Deus tratar os Filhos de Israel duramente. Esta perspectiva de Deus como um parceiro com quem se pode pleitear é celebrada no nome "Israel," da palavra Hebraica "lutar". Genesis 32: 24-30 conta a história de como Deus mudou o nome de Jacob para Israel depois de uma noite de luta.

Judaísmo

A teologia Judaica atesta que a crença em Deus é altamente meritória, mas não obrigatória. Embora uma pessoa deva acreditar em Deus, o que mais importa é se essa pessoa leva uma vida decente. Os racionalistas Judeus, tais como Maimónides, mantêm que a fé em Deus, como tal, é muito inferior ao aceitar que Deus existe através de provas irrefutáveis. Veja o artigo sobre princípios judaicos de fé para mais detalhes sobre a teologia Judaica. Categoria:Teologia Categoria:Conceitos religiosos

Misticismo

Misticismo designa um conjunto de crenças e concepções, heterogêneas e não muito bem definidas, que se preocupam com a busca de conhecimento espiritual direto mediante processos psíquicos que ultrapassam as funções intelectuais. Nesta perspectiva, o misticismo é um caminho prático de evolução, realização pessoal e felicidade. As correntes místicas pregam a experiência direta do divino, comumente chamada de experiência mística, e muitas vezes descrita como iluminação. A experiência mística é um estado de consciência em que o místico tem um vislumbre daquilo que está além deste plano físico, e muitas vezes é descrito como união com o Todo. Isto só pode ser alcançado, segundo os místicos, por uma disciplina espiritual que visa distanciar-se das coisas mundanas. Muitas vezes a experiência mística é descrita por aqueles que a sentem como uma "visão direta de Deus". Tais fenômenos estão presentes tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento da Bíblia e na cultura oriental (budismo, hinduísmo, yoga, etc.). O místico procura na prática espiritual e no estudo das coisas divinas, mais que na racionalidade, as bases para suas concepções de vida, embora muitas vezes o misticismo esteja envolvido com intrincados sistemas que o fundamentam. Este é o caso da Cabala, a tradição esotérica dos judeus.


- Esoterismo
- Rosacrucianismo
- Gnosticismo
- Maçonaria
- Cabala
- Alquimia
- Ocultismo
- Magia
- Espiritismo
- Sufismo
- Cristianismo místico Categoria:Esoterismo Categoria:Conceitos religiosos ja:神秘主義 ms:Mistisisme

História

O termo História vem do grego ιστορ "pesquisa, investigação"; é um termo genérico geralmente aplicado em referência a ocorrências passadas, como, p.e., "História geológica da terra". Como campo de estudo, o termo 'História' é referente à historia humana, a qual é um registo evolutivo das sociedades humanas. A História começa quando os homens encontram os elementos de sua existência nas realizações dos seus antepassados. Do ponto de vista europeu, divide-se em cinco grandes períodos: Pré-História, Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. Vale ressaltar que essa divisão dos períodos da História tem apenas fins didáticos, pois as mudanças ocorridas de um período para outro se estenderam por um largo período de tempo, e de forma gradual, onde não existe rompimento abrupto, como visto nos livro didáticos, onde numa página se lê "fim da Idade Média" e na página seguinte "início da Idade Moderna". Ademais, por exemplo, os modos de produção de um péríodo se misturam com o seguinte, ou com o anterior. Os historiadores usam várias fontes de informação para construir a sucessão de eventos históricos, como, p.e., escritos, gravações, entrevistas ( História oral ) e achados arqueológicos. Algumas abordagens são mais frequentes em certos períodos do que em outros e o estudo da História também acaba apresentando costumes e modismos (o historiador procura, no presente, respostas ao passado, ou seja, é de certa forma influenciado pelo presente). (veja historiografia e História da História). Os eventos anteriores aos registos escritos pertencem à Pré-História e as sociedades que co-existem com sociedades que já conhecem a escrita (é o caso, por exemplo, dos povos celtas da cultura de La Tène) pertencem à Proto-História. Na Wikipédia, há muita informação histórica disponível. Na lista abaixo estão diferentes modos de apresentá-la:

História organizada por regiões


- África
- Américas
- Antártica
- Ásia
- Europa
- Oceânia

História organizada por país


- História dos países

História classificada por data


- Milênios
- Séculos
- Décadas
- Retrospectiva anual
- Periodização da História
- Linha do tempo

Classificação mista


- História da Arte - História individual ( Biografias ) - História dos Movimentos Culturais - História das Diásporas - História da Economia - História das Nações Extintas - Filmes Históricos - História intelectual - História da Literatura - História da Matemática - História da Medicina - História Militar - História da Filosofia - Psico-História - História Contemporânea - História das Religiões - História da Ciência e Tecnologia - História do Teatro - História da Liberdade - História da Arqueologia - etc.

Classificação académica típica


- Pré-História - História Geral - História do Ocidente - História Antiga - História Medieval - História Moderna - História Contemporânea -
- História da África - História da Australásia (inclui Austrália, Nova Guiné, Micronésia, Melanésia, Polinésia) - História da China - História do Este-Asiático - História Sul-Asiática - História do Centro-Asiático - |História do Sudeste-Asiático - História da Mesopotâmia - |História do Irão - História do Islão - História Bizantina - História do Egipto - História Judaica - História Mosaica - História da Rússia - História Nórdica - História da Europa -
- História das Américas - História Pré-Colombiana - História da América Latina - História da América do Norte - História do Brasil - História de Portugal - História da Galiza

Tópicos específicos


- Cultura- Heródoto de Halicarnasso - História greco-romana - Lutas e Revoluções no Brasil - Revolução Francesa - Revolução Industrial - etc.
- Roma Antiga - História do declínio e queda do Império Romano
- Lista de povos e civilizações - Descobrimentos Portugueses
- Globalização

Outros

Uma forma de investigação histórica conhecida como História contrafactual (também chamada de História Virtual) tem sido adoptada por alguns historiadores como método de abordagem e de exploração das consequências evolutivas de possíveis ocorrências ou não de eventos, mesmo que não tenham ocorrido ou então tenham ocorrido de forma diferente da real. Crenças populares equivocadas ou dúbias podem ser também encontradas em Pseudo-História, Mitos da História, Mistérios da História, Mitologia e Folclore. Uma listagem ampla de temas históricos podem ser encontrados em Tópicos de História. Veja também outros tópicos em Historiadores, Arqueologia, Antropologia e Paleontologia.


- [http://www.bussolaescolar.com.br/historia.htm/ Bússola Escolar - História do Brasil]
- [http://www.brasilescola.com/historiab/ História do Brasil]
- [http://www.brasilescola.com/historiag/ História do Mundo]
- [http://www.professordehistoria.com Bibliografia de História]
- [http://www.suapesquisa.com/historia Diversos temas de História]
- [http://www.colegiosaofrancisco.com.br/historia_geral.html História]
- [http://www.3dnauta.com/ A muralla romana de Lugo] Categoria:Ciências sociaisCategoria:História fiu-vro:Aolugu ja:歴史 ko:역사 ms:Sejarah simple:History th:ประวัติศาสตร์ zh-min-nan:Le̍k-sú

Ateísmo

Ateísmo refere-se ao ato de não partilhar crença alguma em divindades. Isso faz dos ateus pessoas que não acreditam na existência de Deus, deuses ou entidades divinas. Ateus podem então pertencer a várias modalidades, que vão desde a dúvida acerca da existência de deuses até a crença na não-existência de divindades, passando pelo que se denomina de Ateísmo Fraco e Ateísmo Forte. Algumas pessoas restringem o uso do termo ateísmo, reservando-o a determinados grupos de ateus. Afirma-se, por exemplo, que pessoas que não decidiram se acreditam ou não em algum deus não poderiam ser chamados ateus - isso exclui da definição alguns dos que poderiam ser considerados ateus fracos. Por outro lado, muitas culturas já chamaram ou ainda chamam qualquer um que não acredita em sua religião particular de ateu; por exemplo, ateísmo foi uma freqüente acusação dos romanos pagãos contra os primeiros cristãos, e vice-versa.

Etimologia

O termo ateísmo é formado pelo prefixo grego a-, significando "sem" ou "não" e o greco-derivado teísmo, significando a crença em um deus ou deuses. O significado literal do termo, então, é: "sem crença em deus ou deuses", o que torna qualquer pessoa que não acredita na existência de deuses um ateu.

O que o ateísmo não é

O ateísmo é considerado como uma posição ideológica em relação à crença em deuses. O ateísmo não é algum tipo de religião já que, na maioria das definições, para uma posição ser considerada de caráter religioso esta deve ter como elemento central um ou mais deuses, ou entidades relacionadas aos deuses. Certas correntes filosóficas podem até ser consideradas como atéias, mas o conceito de ateísmo não se prende a uma filosofia ou religião específica. Devemos lembrar que algumas correntes do Budismo podem ser denominadas atéias por não ter nenhuma definição de deus, (mas isso pode ser controverso e não devemos confundir o Budismo com o ateísmo ou o contrário). Existem tantos ateus diferentes entre si quanto há pessoas diferentes na população como um todo. Pelo simples fato de uma pessoa ser ateísta, não se pode inferir que esta pessoa esteja alinhada a qualquer crença positiva particular e não implica em aceitação de nenhum sistema filosófico específico. O ateísmo também não é uma visão do mundo ou uma maneira de viver, temos ateus com os mais diversos gostos musicais, preferências políticas, times de futebol, escolhas morais, etc. Além disso, o indivíduo ateu não é necessariamente ligado ao comunismo ou qualquer outro sistema particular de organização social, os ateus representam muitas vertentes do espectro político, e freqüentemente discordam entre si sobre esses temas. Obviamente, o fato dos ateus discordarem das idéias de pessoas religiosas não quer dizer que eles defendam a perseguição dos religiosos. Também ocorre de atribuirem-se aos ateus certas características que estariam em plena contradição com a própria definição do termo. Por instância, os ateus não defendem a adoração ao satã (pois, se não existem deuses, também não deve haver demônios para fazer oposição a esses deuses). Eles também não defendem crenças da "nova era", ou coisas do gênero.

Tipos de ateus

O ateu é geralmente alguém que não aceita dogmas, indivíduos seriam ateus porque aspiram à objetividade. Uma parte dos ateus é também alguém cético. Não lhes interessa acreditar em algo por meio da , sendo a fé exatamente o sustentáculo das crenças de alguns teístas, entretanto, teístas também podem ser céticos e suas idéias nem sempre dependem de fé. Muitos ateus acham que a idéia de Deus, da maneira como é apresentada pela maioria das religiões, é essencialmente auto-contraditória, e é logicamente impossível que tal deus exista. Alguns ateus, também podem ser levados a achar a idéia de Deus algo improvável, por não estar de acordo com suas crenças materialistas. Alguns dos que poderiam ser chamados ateus não se identificam com o termo, preferindo ser chamados de agnósticos, ou seja, deixam aberta a possibilidade, mas não afirmam que um deus exista, nem baseiam sua vida ou suas escolhas na existência desses seres sobrenaturais. Nesse caso, o agnosticismo seria o que se costuma chamar "ateísmo fraco". Por outro lado o agnóstico também pode ser, por exemplo, aquele que acredita na existência de um deus ou deuses, mas pensa nele como uma entidade superior do universo, ou a própria natureza em si, sem aceitar o caráter religioso convencional e formal de crenças existentes, nesse segundo caso a atribuição do termo ateu não cabe. Para muitos, o verdadeiro ateu não aceitaria nenhuma das posições acima, sendo que julga a inexistência de deuses pela impossibilidade física ou lógica dos mesmos. Não abre chance a possibilidades, pois já estaria provada pela natureza em si sua posição. Essa corrente é a também chamada de "ateísmo forte". Em última instância, há vários tipos de ateus e muitas justificativas filosóficas possíveis para o Ateísmo. Desse modo, se quisermos descobrir porque uma pessoa em particular escolheu ser um ateu, o melhor é perguntar-lhe diretamente.

O ateísmo no mundo e na história

A Encyclopædia Britannica estima que cerca de 2,5% da população mundial se classifica como atéia. Parte considerável das pessoas, cerca de 12,8%, tende a se descrever como "não-religiosa". O ateísmo é um pouco mais preponderante na Europa e na Rússia do que nos Estados Unidos e é raramente encontrada no terceiro mundo. Por exemplo, de acordo com uma pesquisa de 2003, 33% dos franceses adultos dizem que "ateu" define sua posição sobre religião muito bem. Em especial, 59% da população da República Checa é ateísta. É possível que o ateísmo seja mais preponderante do que as pesquisas sugerem, uma vez que ateus que expressam abertamente suas visões frequentemente passam a carregar um estigma social, correndo o risco de serem discriminados, ou, em alguns países, mortos. Os adeptos de visões teístas frequentemente consideram aqueles sem uma crença em deuses como sendo amorais ou não confiáveis -- inadequados como membros da sociedade. O ateísmo já foi considerado crime em muitas sociedades antigas, e ainda o é em algumas de hoje. As escrituras de algumas das muitas religiões contêm condenações a descrentes; veja, por exemplo, a estória de Amalek. Na Europa Medieval, o ateísmo era tido como amoral e muitas vezes criminoso; ateus podiam ser sentenciados à morte na fogueira, especialmente em países onde a Inquisição era ativa. Enquanto o Protestantismo sofreu discriminação e perseguição pela então dominante Igreja Católica Romana, Calvino também foi a favor da queima de ateus e hereges. O fato é que algumas igrejas, seitas ou grupos, peseguiram e ainda hoje perseguem, aqueles que não compartilham de suas interpretações religiosas, perseguindo ateus e teístas, mesmo aqueles que fazem parte da mesma religião. mas em grupos, seitas ou igrejas com interpretações distintas das deles. Por outro lado, o ateísmo às vezes é a posição oficial de países Comunistas, como a ex-União Soviética, o ex-bloco Oriental e a República Popular da China. Karl Marx, ateu e descendente de rabino judeu, afirmava que religião é "o ópio do povo", significando que existe para esconder das pessoas o verdadeiro estado das coisas numa sociedade, e tornando-os assim mais receptivos ao controle social e exploração- mas, ao mesmo tempo, ele afirmava que a religião era "a alma de um mundo sem alma", querndo assim dizer que a experiência religiosa é uma reação normal de busca de um sentido numa realidade social da qual o indivíduo encontra-se alienado. Doutrinas Marxistas à parte, o fato é que tais estados encontraram um meio de desencorajar todas as religiões no intuito de enfraquecer quaisquer possíveis centros de oposição ao seu completo controle sobre esses estados. Na União Soviética e na República Popular da China, eram toleradas algumas igrejas que se submetiam ao estrito controle do estado. É notável que a resistência ao comunismo frequentemente encontrasse focos em assuntos religiosos, e ao papa João Paulo II é muitas vezes dado o crédito de ter ajudado a terminar com o comunismo no Leste Europeu. Desde a Segunda Guerra Mundial, toda formatura militar nos Estados Unidos é acompanhada pelo freqüente uso dos dizeres "Não existem ateus em trincheiras". Durante a Guerra Fria, o fato dos inimigos dos EUA serem oficialmente ateus ("Comunistas sem deus") somou-se à visão de que ateus não são confiáveis nem patriotas. Recentemente na campanha presidencial de 1987 nos (oficialmente seculares) EUA, George H. W. Bush disse "não sei se ateus deveriam ser considerados como cidadãos nem como patriotas. Essa é uma nação sob Deus." Declarações similares foram feitas durante a discussão que cercava a inclusão da frase "sob Deus" no Juramento de Lealdade Americano, palavras que foram adicionadas ao juramento no início do período da Guerra Fria. Apesar das atitudes do período de Guerra Fria, os ateus são legalmente protegidos da discriminação nos EUA e são os mais fortes advogados da separação legal entre igreja e estado. Os tribunais americanos regularmente - se não controversalmente - interpretam o requisito constitucional em relação à separação entre igreja e estado como sendo protetor da liberdade dos descrentes, e também proibindo o estabelecimento de qualquer estado religioso. Os ateus muitas vezes resumem a situação legal com a frase: "Liberdade religiosa também significa liberdade da não religião."

O ateísmo requer fé?

Qualquer afirmação ou idéia pode ser considerada como baseada na fé, se ela não for bem fundamentada. Um ateu hipotético poderia perfeitamente afirmar que acredita que deuses não existam mesmo sem ter argumentos racionais que fundamentem sua afirmação. Nesse sentido, ateísmo e fé não são auto-excludentes. Alguns vão mais longe e argumentam que a prática do ateísmo requer fé, já que os ateus seriam pessoas que têm fé na não-existência de Deus. Tal afirmação não poderia ser aplicada ao grupo dos ateus fracos, pois estes não afirmam que as crenças teístas sejam necessariamente falsas. O argumento, na verdade, estaria endereçado aos ateus fortes que negam ativamente qualquer possibilidade da existência de divindades. Para muitos agnósticos e ateus fracos, tanto o teísta quanto o ateu forte estariam baseando suas afirmações na fé, e não no conhecimento. Segue abaixo um pequeno resumo de argumentos acerca da idéia, (aqui o termo ateu será usado como sinônimo de ateu forte). Essa discussão tem muitas facetas e envolvem desde discussões epistemológicas até a própria definição de termos como fé e crença. Não parece provável que surja uma resposta consensual no futuro próximo. Não devemos, entretanto, confundir ateísmo com ceticismo. Um cético, mesmo duvidando e questionando a existencia de um Deus ou Deuses, pode racionalmente ser levado a achar mais provável a existencia de Deus, que a sua não existencia. Se denominando como teísta, inclusive algumas religiões tem como base um ceticismo filosófico. Da mesma forma um ateu forte, pode ser levado a essa posição, não pela duvida ou questionamento, mas pela crença no materialismo. Seria um ateu forte, mas não necessariamente um cético.

Referências

É importante que se dê uma lida nesses textos sobre o que vem a ser o ateísmo:
- [http://ateus.net/artigos/ateismo/os_fundamentos_do_ateismo.html Os Fundamentos do Ateísmo]
- [http://ateus.net/artigos/ateismo/o_escopo_do_ateismo.html O Escopo do Ateísmo]

Ver também


- Deus
- Ateísmo forte - a existência de um Deus é impossível; tenho certeza que ele não existe.
- Ateísmo fraco - não há evidência da existência de um Deus; ele pode até existir, mas acho pouco provável.
- Agnosticismo - a existência de um Deus é insondável e/ou irrelevante; posso optar por acreditar (ou não) em um Deus através da fé.
- Teísmo - creio em um Deus absoluto e transcendental; que atua no mundo através de sua providência e o mantém.
- Teísmo agnóstico - a existência de Deus não pode ser provada, mas acredito nele mesmo assim.
- Deísmo - a razão é a via capaz de nos mostrar o Deus criador; não aceito a idéia de revelação divina presente nas religiões organizadas.
- Panteísmo - Deus é a soma de tudo o que existe, a matéria e a natureza são divinas "ou" só Deus é real, o mundo é apenas uma emanação da divindade.
- Religião
- Humanismo Laico
- Aposta de Pascal
- Argumentos pela existência de Deus
- Argumentos contra a existência de Deus
- Ceticismo - o conhecimento deve ser bem fundamentado e criterioso para poder ser distinto de meras opiniões.

Links externos


- [http://www.ateusdobrasil.com.br/ Ateus do Brasil] Associação brasileira de ateístas que visa defender seus direiros e o laicismo no governo.
- [http://www.clubecetico.org/ Clube Cético - Brasil] Ponto de encontro entre céticos, ateístas e agnósticos na Internet. Comunidade virtual com debates e discussões sobre temas contemporâneos. Provavelmente o maior fórum de discussão sobre o assunto.
- [http://www.str.com.br/ Sociedade da Terra Redonda - Brasil] Site com vários bons textos sobre o tema.
- [http://www.ateus.net/ Ateus.net - Brasil] Portal com vários e-books e seções.
- [http://www.ateismo.net/ Ateismo.net - Portugal] Portal do ateísmo em Portugal.
- [http://oencosto.cjb.net/ O Encosto Home Page - Brasil] Site repleto de textos sobre ateísmo.
- [http://www.nitnet.com.br/~kruse/index.htm/ Fórum Cético Brasileiro] Provavelmente uma das primeiras iniciativas céticas na internet brasileira.
- [http://www.atheists.org/ American Atheists - Estados Unidos (em Inglês)] Provavelmente a maior ONG ateísta do mundo.

Bibliografia


- ARVON, Henri. O Ateísmo. Europa-América, 1974.
- SOUZA, Draiton Gonzaga de. O ateísmo antropológico de Ludwig Feuerbach. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1994.
- THROWER, James. Breve história do ateísmo ocidental. São Paulo: Edições 70, 1982. (Coleção Saber da Filosofia) categoria:racionalismo Categoria:Ateísmo ja:無神論 ms:Atheis

Agnosticismo

O termo agnosticismo foi cunhado pelo Professor Thomas Henry Huxley, avô paterno do escritor Aldous Huxley numa reunião da Sociedade Metafísica, em 1876. Ele definiu o agnóstico como alguém que nega tanto o Ateísmo como o Teísmo e que acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida. Em outras palavras, um agnóstico é alguém que acredita que nós não sabemos nem poderemos saber se um deus existe. Em suas palavras: "Eles estavam seguros de ter alcançado uma certa gnose -- tinham resolvido de forma mais ou menos bem sucedida o problema da existência, enquanto eu estava bem certo de que não tinham, e estava bastante convicto de que o problema era insolúvel." T. H. Huxley (1825-1895) Desde essa época, no entanto, o termo "agnóstico" também tem sido usado para descrever aquele que não acredita que essa questão seja intrinsecamente incognoscível, mas por outro lado crê que as evidências pró e contra Deus não são conclusivas, ficando assim indeciso sobre o assunto. O agnóstico, à primeira vista, opõe-se não propriamente a Deus, mas sim à possibilidade de a razão humana conhecer tal entidade (gnose tem a sua origem etimológica na palavra grega que significa «conhecimento»). Para os agnósticos, assim como não é possível provar racionalmente a existência de Deus, é igualmente impossível provar a sua inexistência, logo, constituindo um labirinto sem saída a questão da existência de Deus, não se deve colocar sequer como problema, já que nenhuma necessidade prática nos impele a embrenharmo-nos em tal tarefa estéril. Muita gente usa a palavra agnosticismo com o sentido de "ateísmo fraco" e usa a expressão "Ateísmo" apenas com o significado de "ateísmo ativo" (que afirma categoricamente a inexistencia de Deus). O problema é que não dá para se estabelecer realmente a crença de alguém simplesmente pelo facto de ele se intitular agnóstico. Pode haver, por exemplo, um teísta agnóstico que considere impossível descobrir por meio da razão se Deus realmente existe, mas que afirme crer em deus (ou deuses) por meio da fé. Há também aquele que não crê na existência dos deuses conforme descritos pelas religiões, mas acreditam na possibilidade de existência de um outro tipo de entidade sobrenatural (estes são comummente chamados de "deístas"). Cautela também com as palavras "ateísta ou ateu", porque elas têm muitos significados, ficando difícil definir e ocorrendo erros ao generalizar. Só poderemos afirmar, com certeza, que os ateus não acreditam em Deus, a posição agnóstica pode ser muito parecida, mas dando ênfase à dúvida.


- Ateísmo
- Teísmo
- Ceticismo
- Teísmo agnóstico Categoria:filosofia categoria:racionalismo categoria:Agnosticismo ja:不可知論

Iluminismo

O Iluminismo, ou esclarecimento (em alemão Aufklärung, em inglês enlightenment), foi um movimento intelectual surgido na segunda metade do século XVIII (o chamado "século das luzes") que enfatizava a razão e a ciência como formas de explicar o universo. Foi um dos movimentos impulsionadores do capitalismo e da sociedade moderna. Também propunha que o universo estava em constante movimento, ao contrário dos conceitos introduzidos pela Igreja Católica. Foi um movimento que obteve grande dinâmica nos países protestantes e lenta porém gradual influência nos países católicos. Igreja Católica. (1772) Foi desenhado por Charles-Nicolas Cochin e ornamentado (engraved) por Bonaventure-Louis Prévost. Esta obra está carregada de simbolismo: A figura do centro representa a verdade – rodeada por luz intensa (o símbolo central do iluminismo). Duas outras figuras à direita, a razão e a filosofia, estão a retirar o manto sobre a verdade.]] O nome se explica porque os filósofos da época acreditavam estar iluminando as mentes das pessoas. É, de certo modo, um pensamento herdeiro da tradição do Renascimento e do Humanismo por defender a valorização do Homem e da Razão. Os iluministas acreditavam que a Razão seria a explicação para todas as coisas no universo, e se contrapunham à fé. Immanuel Kant, ele próprio um expoente da filosofia desta época, definiu o Iluminismo assim: "O Iluminismo é a saída do ser humano do estado de não-emancipação em que ele próprio se colocou. Não-emancipação é a incapacidade de fazer uso de sua razão sem recorrer a outros. Tem-se culpa própria na não-emancipação quando ela não advém de falta da razão, mas da falta de decisão e coragem de usar a razão sem as instruções de outrem. Sapere aude! (ouse saber!)" Segundo os iluministas, cada pessoa deveria pensar por si própria, e não deixar-se levar por outras ideologias que, apesar de não concordarem, eram forçadas a seguir. Pregavam uma sociedade “livre”, com possibilidades de transição de classes e mais oportunidades iguais para todos. Economicamente, achavam que era da terra e da natureza que deveriam ser extraídas as riquezas dos países. Segundo Adam Smith, cada indivíduo deveria procurar lucro próprio sem escrúpulos, o que, em sua visão, geraria um bem-estar-geral na civilização. O Iluminismo foi um movimento influente nas zonas onde a influência católica foi menos asfixiante. É no Reino Unido que figuras como John Locke, David Hume, Edward Gibbon ou Adam Smith dispõem da liberdade de expressão que lhes permite desenvolver o seu pensamento sem o controle que a igreja católica exercia nas sociedades espanhola ou portuguesa dessa época. Algumas das maiores figuras do iluminismo contavam-se entre os autores de livros proibidos entre nós pela igreja católica, como David Hume, John Locke ou Immanuel Kant (ver:Index Librorum Prohibitorum). A influência da religião católica na Inglaterra fora definitivamente afastada do poder em 1688, com a Revolução Gloriosa. Desde então nenhum católico voltaria a subir ao trono. Na França, país de tradição católica mas onde as correntes protestantes, nomeadamente os huguenotes, também desempenharam um papel dinamizador, há uma tensão crescente entre as estructuras políticas conservadoras e os pensadores iluministas. Rousseau, por exemplo, originário de uma família huguenote e um contribuidor para a Encyclopédie, foi perseguido e obrigado a exilar-se em Inglaterra. Este conflito entre uma sociedade feudal e católica, e as forças modernas do esclarecimento, de pendor protestante e mercantil, acabará por culminar na Revolução Francesa. Madame de Staël e o seu salão literário onde avultam grandes nomes da vida cultural e política francesa são uma outra grande referência. Madame de Staël Nas colónias americanas, o iluminismo está intrinsecamente ligado à independência americana. Americanos que incorporaram o espírito desta época foram entre outros Thomas Jefferson e Benjamin Franklin. Na Alemanha, (então Prússia), possivelmente a figura mais representativa do iluminismo é Immanuel Kant. Mas também Moses Mendelssohn e Gotthold Ephraim Lessing são nomes de destaque. Em Portugal, uma figura marcante desta época foi o Marquês de Pombal. Tendo sido embaixador em Londres durante 7 anos (1738-1745), o futuro primeiro-ministro de Portugal ali terá recolhido as referências que marcaram a sua orientação como primeiro responsável político em Portugal. O Marquês de Pombal é um marco na história portuguesa, contrariando a tradição feudal, o legado histórico, tentando aproximar Portugal do modelo da sociedade protestante inglesa, por todos os meios. No entanto, ao longo do século XVIII o ambiente cultural português permaneceu pouco dinâmico e por vezes hostil à influência daqueles que em Portugal se chamou pejorativamente de estrangeirados. Isto não é surpreendente, num país onde mais de 80% da população era analfabeta e onde a igreja católica se mantinha influente.


- Ernest Gellner - O auto-intitulado "fundamentalista do Iluminismo".

[http://www.colegiosaofrancisco.com.br/novo/iluminismo/iluminismo_menu.html Iluminismo] - [http://www.colegiosaofrancisco.com.br/historia_geral.html História Geral]
-
ja:啓蒙時代 ko:계몽주의 th:ยุคแสงสว่าง

Mark Twain

Samuel Langhorne Clemens (30 de Novembro de 1835, Flórida, Missouri - 21 de Abril de 1910, Redding, Connecticut), mais conhecido pelo seu pseudónimo de Mark Twain, foi um famoso e popular romacista e humorista estado-unidense, um escritor e professor académico. Ele foi também piloto de barco a vapor, prospector de ouro e jornalista. No seu auge, ele foi provavelmente a celebridade mais popular do seu tempo. William Faulkner escreveu "ele foi o primeiro escritor verdadeiramente americano, e todos nós somos desde então seus herdeiros." O seu pseudónimo vem do grito que os pilotos fluviais dos barcos a vapor emitiam para marcar (Mark) a profundidade do barco.

Citações

"Quando um alemão mergulha para uma frase, isso é a última coisa que tu vês dele até que ele emerge do outro lado do Atlântico com o verbo na sua boca". "Nunca deixei que o período em que passei na escola interferisse na minha educação". Twain, Mark
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ja:マーク・トウェイン ko:마크 트웨인 th:มาร์ค ทเวน

Categoria:Racionalismo

Esta categoria contém páginas sobre as correntes do pensamento racionalista. Categoria:Filosofia

Hamel bases

In linear algebra, a basis is a minimum set of vectors that, when combined, can address every vector in a given space. More precisely, a basis of a vector space is a set of linearly independent vectors that span the whole space.

Definition

Let B be a subset of a vector space V. A linear combination is a finite sum of the form : a_1 v_1 + \cdots + a_n v_n, \, where the vk are different vectors from B and the ak are scalars. The vectors in B are linearly independent if the only linear combinations adding up to the zero vector have a_1 = \cdots = a_n = 0\,. The set B is a generating set if every vector in V is a linear combination of vectors in B. Finally, B is a basis if it is a generating set of linearly independent vectors.

Properties

Again, B denotes a subset of a vector space V. Then,B is a basis if and only if any of the following equivalent conditions is met:
- B is a minimal generating set of V, i.e., it is a generating set but no proper subset of B is.
- B is a maximal set of linearly independent vectors, i.e., it is a linearly independent set but no other linearly independent set contains it as a proper subset.
- Every vector in V can be expressed as a linear combination of vectors in B in a unique way. One can prove that every vector space has a basis. For spaces that cannot be finitely generated, Zorn's lemma is needed for the proof. All bases of a vector space have the same cardinality (number of elements), called the dimension of the vector space. The latter result is known as the dimension theorem.

Examples


- The vectors e1, e2, ..., en are linearly independent and generate Rn. Therefore, they form a basis for Rn and the dimension of Rn is n. This basis is called the standard basis.
- Let V be the real vector space generated by the functions et and e2t. These two functions are linearly independent, so they form a basis for V.
- Let R[x] denote the vector space of real polynomials; then (1, x, x2, ...) is a basis of R[x]. The dimension of R[x] is therefore equal to aleph-0.

Basis extension

Between any linearly independent set and any generating set there is a basis. More formally: if L is a linearly independent set in the vector space V and G is a generating set of V containing L, then there exists a basis of V that contains L and is contained in G. In particular (taking G = V), any linearly independent set L can be "extended" to form a basis of V. These extensions are not unique.

Proving that a set is a basis

As an easy example, let us show that the vectors (1,1) and (-1,2) form a basis for R2. The following proof methods require increasing amounts of sophistication and decreasing amounts of effort.

By brute force

We have to prove that these two vectors are linearly independent and that they generate R2. Part I: To prove that they are linearly independent, suppose that there are numbers a,b such that: : a(1,1)+b(-1,2)=(0,0). \, Then:
:
(a-b,a+2b)=(0,0) \,
  and  
a-b=0 \;
  and  
a+2b=0. \,
Subtracting the first equation from the second, we obtain:
:
3b=0 \;
  so  
b=0. \,
And from the first equation then:
: a=0. \, Part II: To prove that these two vectors generate R2, we have to let (a,b) be an arbitrary element of R2, and show that there exist numbers x,y such that:
: x(1,1)+y(-1,2)=(a,b). \, Then we have to solve the equations:
: x-y=a \, : x+2y=b. \, Subtracting the first equation from the second, we get:
:
3y=b-a, \,
          and then :
y=(b-a)/3, \,
        and finally : x=y+a=((b-a)/3)+a. \,

By the dimension theorem

Since (-1,2) is clearly not a multiple of (1,1) and since (1,1) is not the zero vector, these two vectors are linearly independent. Since the dimension of R2 is 2, the two vectors already form a basis of R2 without needing any extension.

By the invertible matrix theorem

Simply compute the determinant :\det\begin1&-1\\1&2\end=3\neq0. Since the above matrix has a nonzero determinant, its columns form a basis of R2. See: invertible matrix.

Ordered bases

A basis is just a set of vectors with no given ordering. For many purposes it is convenient to work with an ordered basis. For example, when working with a coordinate representation of a vector it is customary to speak of the "first" or "second" coordinate, which makes sense only if a ordering is specified for the basis. For finite-dimensional vector spaces one typically indexes a basis by the first n integers. Suppose V is an n-dimensional vector space over a field F. A choice of an ordered basis for V is equivalent to a choice of a linear isomorphism from the coordinate space Fn, with its standard basis, to V. To see this, let :A : FnV be a linear isomorphism. Define an ordered basis for V by : vi = A(ei) for 1 ≤ in where is the standard basis for Fn. Conversely, given any ordered basis for V define a linear map A : FnV by :A(x) = \sum_^n x_i v_i It is not hard to check that A is an isomorphism. Thus ordered bases for V are in 1-1 correspondence with linear isomorphisms FnV.

Related notions

The phrase Hamel basis is sometimes used to refer to a basis as defined above, in which the fact that all linear combinations are finite is crucial. A set B is a Hamel basis of a vector space V if every member of V is a linear combination of just finitely many members of B. In Hilbert spaces and other Banach spaces, there is a need to work with linear combinations of infinitely many vectors. In an infinite-dimensional Hilbert space, a set of vectors orthogonal to each other can never span the whole space via their finite linear combinations. What is called an orthonormal basis is a set of mutually orthogonal unit vectors that "span" the space via sometimes-infinite linear combinations. Except in the finite-dimensional case, this concept is not purely algebraic, and is distinct from a Hamel basis; it is also more generally useful. An orthonormal basis of an infinite-dimensional Hilbert space is therefore not a Hamel basis. In topological vector spaces, quite generally, one may define infinite sums (infinite series) and express elements of the space as certain infinite linear combinations of other elements. To keep clear the distinction of bases using finite and infinite combination, vector space bases are called Hamel bases if the context requires it, and the vector space dimension is also known as Hamel dimension.

Example

In the study of Fourier series, one learns that the functions ∪ are an "orthonormal basis" of the set of all complex-valued functions that are quadratically integrable on the interval [0, 2π], i.e., functions f satisfying :\int_0^ \left|f(x)\right|^2\,dx<\infty. These functions are linearly independent, and every function that is quadratically integrable on that interval is an "infinite linear combination" of them. That means that :\lim_\int_0^\left|\left(a_0+\sum_^n a_k\cos(kx)+b_k\sin(kx)\right)-f(x)\right|^2\,dx=0 for suitable coefficients ak, bk. But most quadratically integrable functions cannot be represented as finite linear combinations of these basis functions, which therefore do not comprise a Hamel basis. Every Hamel basis of this space is much bigger than this merely countably infinite set of functions. Hamel bases of spaces of this kind are of little if any interest; orthonormal bases of these spaces are important to Fourier analysis.

See also


- Linear algebra
- Linear combination Category:Linear algebra

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Elafonisos
Elafonissos (Greek: Ελαφόνησος) or Elafonisos is a small Greek island between the Peloponnese and Kythira. The island is 19 km² and the density is about 6 to 12 per km². Elafonissos was first inhabited in 1850 from the present-day inhabitants. The population is between 100 and 200 during the winter but is a popular tourist destination during the summer due to the light coloured sandy beaches
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